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Universidade do Algarve e União de Freguesias de Faro vão acolher reclusos em regime aberto

Administração 20/09/2018 Universidade do Algarve e União de Freguesias de Faro vão acolher reclusos em regime aberto

Os reclusos dos estabelecimentos prisionais algarvios vão ter mais oportunidades de trabalho em regime aberto, disponibilizadas pela Universidade do Algarve (UAlg) e União de Freguesias de Faro.

 

As duas entidades assinaram ontem, segunda-feira, no campus de Gambelas da academia algarvia, protocolos e acordos específicos com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

 

Em causa, estará a possibilidade os reclusos poderem efetuar, recebendo vencimento, no caso o salário mínimo nacional, serviços de limpeza urbana, jardinagem, mecânica ou construção civil, consoante as necessidades das duas entidades públicas.

 

Recorde-se, os reclusos dos três estabelecimentos prisionais do Algarve, e de todo o país, já têm estado envolvidos, nos últimos anos, em situações semelhantes, mediante acordos com entidades públicas, como autarquias, e empresas.

 

Segundo Celso Manata, diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, o regime aberto tem uma taxa de sucesso alta. Cerca de 90% dos presos cumprem o trabalho acordado.

 

“A população prisional é muito diversificada. Nós temos pessoas com valências muito diversas”, afirmou o responsável, destacando que o objetivo passa por potenciar a sua reintegração após cumprirem as respetivas penas.

 

Apesar de terem assinado acordos específicos, ainda não há confirmação do número de reclusos envolvidos nas brigadas de trabalho que vão servir a Universidade do Algarve e a União de Freguesias de Faro.

 

“Nós queremos fazer reinserção, mas obviamente em segurança e sem provocar alarme na comunidade. Temos de selecionar bem as pessoas para que tudo funcione bem e possa ser mais um caso de sucesso”, destacou Celso Manata.

 

Os reclusos terão de candidatar-se – tendo já um passado de bom comportamento e metade da pena cumprida – e, depois de cumpridas as formalidades burocráticas, os seus pedidos poderão ser aceites.

 

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) e a Universidade do Algarve preparam-se, porém, para alargar a colaboração a outras áreas, como a investigação e a formação de reclusos ou recursos humanos dos estabelecimentos prisionais.

 

Segundo Celso Manata, já existem “muitos reclusos, por comparação com décadas anteriores, que frequentam o ensino universitário”.

 

O diretor do Estabelecimento Prisional de Faro, Alexandre Gonçalves, esclareceu que dois reclusos serão transferidos em breve para este espaço, de forma a poderem estudar na UAlg.

 

“Não hesitámos quando surgiu esta possibilidade”, sublinhou o reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas, acrescentando que a missão da instituição não passa só por receber estudantes e fazer investigação.

 

“Temos responsabilidade social e, com relativa facilidade, podemos contribuir para a reinserção daqueles que, momentaneamente, se encontram numa situação de reclusão”, referiu o reitor.

 

O presidente da União de Freguesias de Faro, Bruno Lage, sustentou que o papel das autarquias passa por contribuir para a “coesão social” aos seus territórios. “Estes reclusos, desempenhando um papel muito útil, vão poder aprender ofícios e contactar com a sociedade, refletindo sobre o seu futuro pós-pena”, afirmou.

 

FONTE: JORNAL REGIÃO SUL



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